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POESIAS (VÁRIOS)

PORTO, EU TE AMO...  (POESIAS (VÁRIOS)) escrito em sexta 26 setembro 2008 01:18

Porto Alegre,

Cidade Sorriso,

Das luzes e brilhos

Que cria e que

Cresce...

Nas minhas

Andanças nas ruas

Lembranças tão cruas

Não desaparecem...

Quero passear por tuas

Praças..

Sorrir e dar graças

Mas faça-me

Um favor...

Não deixes que o

Tempo que passa

Seja uma ameaça...

Ao meu louco amor...

(Gerson Alves)

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POEMA GAÚCHO TODO RIMADO ( EXAME DE PRÓSTATA )  (POESIAS (VÁRIOS)) escrito em quinta 15 maio 2008 09:44

 

Andava mijando errado
Com as urina em atraso
Era uma gota no vaso
Trê
s ou quatro na lajota
Quando nã
o era nas bota
Na bombacha ou nos carpim
Eu mesmo, mijando em mim
Que tamanha porcaria
E o meu tico parecia
Uma mangueira de jardim

O pensamento mandava
O pau nã
o obedecia
Quando a bexiga se enchia
Eu mijava à prestaçã
o
Pro banheiro, em procissã
o
Uma ida atrás da ô
tra
Numa mijada marota
Contrastando com meu zelo
Pra beber, era um camelo
E pra mijar, um conta-gota

Depois de passar um bom tempo
Convivendo com esse horror
Me fui atrá
s de um doutor
Que atendesse meu pedido
Me desse algum comprimido
 
Pra mim empurrar goela abaixo
Tenho certeza, nã
o acho
Que bem antes que eu prossiga
É
importante que eu diga
Que nã
o deixei de ser macho

Mas buenas, voltando ao causo
Que é
natural que eu reclame
Depois de um monte de exame
De urina e ecografia
E até
fotografia
Da minha arma de trepá

Me obrigaro desaguá
Ajoelhado num pinico
E me enfiaro um troç
o no tico
Que me dói só de lembrá

Ainda dei o meu sangue
Pros vampiro diplomado
Pensei que tinha acabado
me faltava a receita
á tinha uma idé
ia feita
Me trato e adeus, doutor
Recupero o mijador
Nem sonhava em concluir
Que algué
m iria invadir
Meu buraco cagador
 

Fiquei bem contrariado
Tomei um baita dum choque
Quando me falaram em toque
Achei bem desagradá
vel
Pra um macho é coisa impensá
vel
Um dedã
o campeando vaga
No lugar que a gente caga
Vejam só
o meu dilema
O pau é que dá
problema
E o meu cú é
que paga

Tentei todos argumentos
Me esquivei o quanto pude
Mas se é pra o bem da saú
de
o deve me fazer mal
Expor assim meu anal
Fazer papel de mulher
Nem tudo que a gente quer
de acordo com os planos
Fui derrubando meus panos
E se salve quem puder
 

De cotovelo na mesa
A bunda vé
ia empinada
No cú nã
o passava nada
Nem piscava de apertado
Mas era um dedo treinado
Acostumado na bosta
E eu, que nunca dei as costa
Pra desaforo de macho
Pensava, de pinto baixo
O pior é
se a gente gosta

Pra mim foi mais que um estupro
Aquilo me entrou ardendo
E entã
o eu fiquei sabendo
Como  
se caga pra dentro
Aquele dedo nojento
Me atolando sem piedade
Me judiou barbaridade
Que alí
vio quando saiu
Garanto pra quem nã
o viu
Que não vou sentir saudade

Enfiei a roupa ligeiro
Com vergonha e desconfiado
Vai que o doutor abusado
Sem pena das minhas prega
Chamasse um outro colega
Pra uma segunda opiniã
o
Apertei o cinturã
o
Fiz uma cara de brabo
Dois mexendo no meu rabo
Aí seria diversã
o

Depois daquela tragédia
Que pior pra mim nã
o tem
Não comentei com ningué
m
Pra evitar o falató
rio
Se alguém fala em consultó
rio
Me bate um pouco de medo
Não faç
o nenhum segredo
Dessa macheza que eu trago
Mas cada vez que eu cago
Me lembro daquele dedo

 

 

 

 (Postagem: JOÃO B)

 

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